Agenda Mercado de Capitais - Caminho para o Desenvolvimento - Anbima e B3
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Estudo coordenado pela Anbima e B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, apresentado na primeira edição do Congresso Brasileiro de Mercado de Capitais, realizado em 2018, apresenta uma agenda de iniciativas, com medidas de caráter micro e macroeconômicas capazes de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Caso sejam implementadas, as propostas para incentivar o crescimento do mercado de capitais podem adicionar 12,1% no PIB (Produto Interno Bruto) per capita em cinco anos.

O trabalho foi realizado em conjunto pelas equipes técnicas da Anbima e da B3, e a colaboração de representantes de instituições associadas e profissionais do mercado. Duas consultorias também auxiliaram na elaboração do estudo: a Accenture, que mensurou os benefícios do fortalecimento do mercado de capitais para a sociedade, e a Oliver Wyman, que assessorou a consolidação da agenda de iniciativas para o desenvolvimento do mercado.

“O desenvolvimento do mercado de capitais é a saída para os desafios de financiamento de longo prazo que temos atualmente. Ele é fundamental, junto às reformas estruturais, para que o país retome sua rota de crescimento”, afirma o superintendente-geral da ANBIMA, José Carlos Doherty.

“O mercado de capitais é fundamental para impulsionar o crescimento econômico do país, gerando emprego e renda para a sociedade, a partir das reformas necessárias que todos esperamos. Precisamos de mobilização e do compromisso com esta agenda positiva que apresentamos hoje, para que assim possamos alavancar o potencial de crescimento do mercado e do Brasil”, diz o presidente da B3, Gilson Finkelsztain.

Veja a íntegra do estudo e a agenda de propostas – acesse o arquivo no link no site da Anbima.

Benefícios do crescimento do mercado de capitais

O estudo mensura os impactos do fortalecimento do mercado de capitais sobre um conjunto de indicadores socioeconômicos, destacando:

  • O mercado de capitais poderá atingir crescimento de, em média, de 12,2% em cinco anos, estimulando a geração de 1,7 milhão de empregos formais adicionais até 2022.
  • A renda per capita nacional pode aumentar em R$ 4 mil, alcançando R$ 38,8 mil em cinco anos, valor 21,1% maior do que o R$ 34,6 mil, caso não haja expansão mais rápida do mercado de capitais.
  • O volume total de investimentos no país cresceria em 21% (montante extra de R$ 294 bilhões), e os aportes nos setores de eletricidade, saneamento, telecomunicações e transporte seriam 18,2% maiores (R$ 89 bilhões adicionais).
  • A arrecadação de impostos teria um incremento de 12,1%, equivalente a R$ 1 trilhão acumulado nos próximos cinco anos. Esse valor é praticamente a metade da arrecadação registrada em 2017, igual a R$ 2,1 trilhões.

Condições necessárias

Para os benefícios serem concretizados, são imprescindíveis medidas de caráter micro e macroeconômicas. As propostas elaboradas pela ANBIMA e pela B3 apontam a necessidade de ajustes regulatórios e legais, além de iniciativas para simplificação e harmonização de regras.

A agenda construída pela ANBIMA e pela B3 a partir dos resultados do estudo tem foco em cinco grandes objetivos: fomentar o financiamento de longo prazo, aumentar o volume de emissões, expandir a base de investidores, estimular a liquidez e contribuir à formação de poupança.

Para o fomento de longo prazo, é preciso melhorar a segurança jurídica e fortalecer as agências reguladoras. A proposta também prevê a consolidação do BNDES como intermediário e parceiro do mercado de capitais e não mais como o principal provedor de recursos aos projetos privados.

O aumento do volume de emissões e da quantidade de emissores depende de promover melhorias nos processos de ofertas. Nessa perspectiva, as alternativas incluem a redução dos custos das operações, o aprimoramento e a agilidade no processo de colocação dos papéis no mercado.

É indispensável ampliar e diversificar a base de investidores, e, para isso, a sugestão é simplificar e harmonizar regras para atrair o investidor estrangeiro e facilitar a participação dos investidores institucionais (fundos de pensão e previdência complementar).

Para aumentar a liquidez do mercado, as propostas envolvem o fomento da transparência, com a disponibilização de mais e melhores informações aos agentes; o estímulo ao mercado secundário de dívida corporativa; e a ampliação da competitividade do Brasil no cenário global.

O estímulo à formação de poupança pode ser apoiada na programas de educação financeira para todos os públicos.

 

Fonte: Anbima, acesso em 24/10/2018.

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